Depoimento

Tive um começo engraçado com a Teoria U. Um acontecimento ao qual, hoje, refiro-me como “escrito nas estrelas” – e não só pela gigante imagem da Terra e do espaço que contemplamos ao final da apresentação conduzida por Luciana Fernandes enquanto esta explicava-nos sobre o fenômeno overview, uma experiência capaz de alterar drasticamente nossa perspectiva sobre o planeta, o coletivo; sobre nós mesmos.

Não. Tenho a mais profunda convicção de que eu pertencia àquele encontro porque, não muito tempo antes, uma amiga querida encaminhou-me um link sobre um curso da U.lab, recomendando enfaticamente que eu o fizesse. Eu salvei a mensagem, marquei-a com a estrelinha – veja aí outra referência sideral – das mensagens de whatsapp que julgamos importantes. Mas o histórico do aplicativo foi apagado, os dias pesaram, a semana seguiu e, eventualmente, tudo o que restou em minha memória foi aquele nome que mais parecia o de um centro médico propagando exames.

Falar da área da saúde, aliás, é falar da Luciana. Formada para trabalhar na indústria farmacêutica, ela bem sabe o quanto este campo se beneficiaria com uma abordagem mais humana da cura. Seu sonho, parece-me, é injetar no sistema menos Tylenol e mais Teoria U.

Tudo isso fiquei sabendo naquela fatídica terça-feira em que compareci a um evento ao qual não teria ido não fosse… o convite para assistir a uma palestra sobre astrologia! É isso, eu fui assistir a uma palestra de astrologia – olha o céu presente de novo – e, por um engano de datas, acabei finalmente conhecendo a U.lab, definida então como uma jornada para a vida. Sincrônico, certo?

Estou ainda muito comovida pelo que presenciei há sete dias. Talvez eu tenha trazido a meu caminho algo que resgata nos humanos a capacidade de criar com o coração. De existir em plenitude. De experimentar com complexidade. De respirar a coragem necessária à nossa melhor expressão – seja no individual, seja no coletivo.

É isso o que ficou para mim sobre a Teoria U. Leiga que sou – ao menos por enquanto –, eu a experimento como o despertar da liberdade de construção do novo. Do que está fora da caixa. Do que é mais verdadeiro.

Eu não poderia ser mais grata por ter errado o dia daquela exposição astrológica. Talvez os astros tenham se alinhado querendo ajudar; talvez eu tenha conjurado minha realidade. Só sei que, para tal, tive uma ajudinha extra do etéreo, dessas que são escritas certas por linhas tortas: a fada madrinha que se encarregou de me passar um cronograma equivocado, permitindo à U.lab atravessar-me com a força arrasadora de um cometa inesperado, de uma estrela cadente.

Nina Carvalho