SAÚDE É… AMAR A NOSSA SEXUALIDADE!

SAÚDE É… AMAR A NOSSA SEXUALIDADE!

A Salutogênese é uma área que estuda a origem da saúde de modo a promover e resgatar o ser humano saudável: uma potencialidade inata a todos nós.

Essa ciência busca cada vez mais vivificar o sujeito sadio presente em cada indivíduo e, para que esse sujeito possa ser cada vez mais presente, é imprescindível olhar para a sexualidade.

A sexualidade refere-se a eros, essa força erótica que é entendida como o próprio amor a vida, motivação e desejo de viver. O filósofo alemão Schopenhauer, em sua obra, diz que toda relação é no fundo, uma expressão da vontade de viver.

É uma espécie de instinto natural do ser humano que ele denomina de eros primordial.

O próprio Schopenhauer observou que o objetivo de vida das pessoas é assumir relacionamentos em algum grau e forma. Sendo assim, não podemos falar de saúde sem envolver os relacionamentos.

Quando olhamos para a nossa sociedade atual, é perceptível que, na maioria das pessoas, o desejo de viver esteja adormecido, de modo que essas vivem cada dia sem saber exatamente o seu propósito.

Tal problema tem a ver com força sexual e saúde.

À base de qualquer relacionamento está a sexualidade. Essa, hoje, ainda é mal trabalhada, visto que é uma força que está além do instinto animal. Nas relações, estão duas pessoas com padrões pessoais, culturais e valores diferentes, buscando se conectar apesar de expectativas distintas.

Nessas, estão envolvidos os sentimentos de aceitação, carinho, ternura, companheirismo, exploração e superação de valores morais (como a culpa), sendo a sexualidade o ponto de encontro de tudo isso.

Então, o que temos que fazer hoje para uma sexualidade mais autêntica no presente e no futuro?

Primeiro: achar que só pelo fato de que hoje temos mais acesso a pornografia, estamos vivendo mais a nossa sexualidade é um engano. A pornografia vive a sexualidade em um lugar escondido.

O sujeito frágil, doente, tem uma relação problemática com a sexualidade porque ela é uma força irracional e ele, dentro da sua moralidade, a vive na obscuridade e negação (não aceitação).

Já o sujeito saudável é aquele que busca compreender essa força instintiva e esse local de obscenidade e amar isso pra viver sua sexualidade. Esse, vive com respeito buscando, além de ter prazer, dar e compartilhar o prazer com o outro.

A sexualidade autêntica é uma conquista difícil do equilíbrio entre valores morais e desejos primários.

Se buscamos a saúde biológica e psicológica, é preciso harmonizar nosso próprio corpo, através da construção da autoestima, que começa ao nos visualizarmos como um ser humano belo e desejável, capaz de dar e receber prazer e amor em contato físico com outro ser humano.

Tal busca inicia-se no cuidar de si.

O sujeito sadio é aquele que vive o sexo no presente de forma livre, que constrói uma base sólida para que a sua sexualidade e a do outro criem um futuro do sexo livre respeitoso e, por vezes, até poético.

E você, como vive a sua sexualidade, de forma sadia ou doente?

Este é um artigo de Luciana Fernandes publicado primeiramente no blog Futuro do Sexo.

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